Um búfalo na areia
Livro de contos em pré-venda.
Envios previstos para agosto/2026.
R$ 62,00 O preço original era: R$ 62,00.R$ 55,80O preço atual é: R$ 55,80.
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Sobre a coleção
Sobre a revista
Ficha técnica
Título: Um búfalo na areia
Autora: Paloma Franca Amorim
Ano: 2026
Gênero: Literatura brasileira/ Contos
Coordenação editorial: Laura Del Rey
Coedição: Ivan Nery Cardoso
Assistência editorial: Fernanda Heitzman
Capa e projeto gráfico: Laura Del Rey
Ilustrações: Paloma Franca Amorim
Preparação de texto: Aline Caixeta Rodrigues
Revisão: Ana Mendes
Financiamento Coletivo
Bio autor(a)
Escritora, dramaturga e artista visual nascida em Belém do Pará, em 1987, a produção literária de Paloma Franca Amorim articula ficção, crítica cultural e investigações sobre linguagem, corpo e território. Formada em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP), também atua como educadora, pesquisadora das artes da cena e professora, integrando o corpo docente da Escola Livre de Teatro de Santo André desde 2021.
Estreou na literatura com o livro de contos Eu preferia ter perdido um olho (Alameda Casa Editorial, 2017) e, quatro anos depois, lançou o romance O oito pela mesma editora. As duas obras exploram tensões sociais, afetivas e políticas no contexto brasileiro contemporâneo.
Além da produção em prosa, Paloma desenvolve uma trajetória consistente como autora de teatro, sendo responsável pela dramaturgia de peças como 7Pisos, baseada no conto “Sete andares”, de Dino Buzzati, e encenada pelo grupo Folias d’Arte. Também publicou textos em jornais e revistas, atuando como cronista e articulista em veículos como Opera Mundi e na imprensa cultural.
Ainda para este ano de 2026, a autora prepara o lançamento de outros dois romances, junto às editoras DBA e Todavia.
Prêmios, resenhas
Trechos
“Os cigarros e o vento frio das marés roubaram minha voz. Não percebi de imediato, porque não tinha o hábito de falar muito. Um dia, Bartira me perguntou alguma coisa e pronto: quando abri a boca, não saiu nada, no máximo sons como os das crianças ribeirinhas dos estreitos, que entoam em uníssono uma espécie de alarido, para que os passageiros das embarcações as vejam e as ajudem, lançando às águas doações envoltas em sacos plásticos e caixotes.
Bartira conseguiu me arranjar uns preparados de mastruz com leite, andiroba, copaíba e limão, mas não teve jeito. A bem da verdade, eu achava até bom o sumiço da voz; teria uma boa desculpa para não responder nos camarotes às perguntas dos marujos que tentavam puxar conversa fiada em vez de fazer logo o que tinham de fazer. Além disso, o ar que se estendia da minha garganta, seco e sem som, parecia um mau presságio, e por isso todos preferiam que eu ficasse calada.”



