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// 11 e 12 de abril, das 11h às 19h Museu da Imagem e do Som de São Paulo
Neste final de semana acontece a Flimis, a 1ª feira de livros do MIS!
O evento tem como foco promover publicações que exploram linguagens artísticas, especialmente aquelas vinculadas à imagem (fotografia, cinema, ilustração, quadrinhos) e ao som (música e poesia).
O evento ocorre na parte externa e interna do museu. São 75 expositores selecionados e 12 falas curtas programadas para os dois dias, com artistas e editores contando detalhes e curiosidades sobre seus processos gráficos, além de duasoficinas. Está imperdível! A curadoria é uma parceria do MIS com a Lote 42.
No domingo, a partir das 18h, será a vez de Laura Del Rey falar, e como por acaso ela sou eu, posso dizer que escolhi como case o fotolivro Práticas para destrinchar a cidade (obra de Letícia Lampert que lançamos em 2025). Além de contar um pouco sobre o pensamento e a produção por trás dessa obra, falarei também sobre os kits de colagem que a Fernanda Heitzman e eu elaboramos a partir das sobras gráficas do livro: Remonte seu livro (ou não); Porção para colagem; e Estilhaços.
A organização das sobrinhas nesses 3 modelos de kits dialoga com o conceito de contra-livro sobre o qual conversamos ao longo da feitura do Práticas, devido aos inúmeros cortes a que as páginas do miolo foram submetidas, deixando “para trás” retalhos interessantes.Ao todo, 5 facas especiais de metal foram batidas sobre o papel, gerando dezenas de janelas que abrem inúmeros caminhos de leitura e navegação por dentro das fotografias.
E agora, que possibilidades novas essas sobras permitem? O que pode ser feito com esse avesso da paisagem? Encorajamos vocês a praticarem livremente com o material – e, por que não, a dividirem os resultados com a gente!
Deu vontade? Dá uma espiada nesse vídeo de making of para aguçar ainda mais. --- O MIS de São Paulo fica na Avenida Europa nº 158, Jardim Europa.
// 25 e 26 de abril, a partir das 14h Sol & Sombra, São Paulo
Anotem aí que essa promete: a feira Somos América reúne editoras independentes e projetos gráficos ligados à América Latina, com foco em publicações autorais e experimentais.
No sábado, dia 25, participo de uma conversa com o editor da Pinard, Paulo Lannes, mediada por Vinícius Barbosa (@latinaleitura e +++ projetos), a partir das 17h.
E... enquanto a Puñado 8 está em fase de finalização, aproveito para comentar que recebemos de volta em estoque algumas edições mais antigas da revista, esgotadas em nosso site há tempos, e iremos levá-las à feira para quem quiser conhecer, folhear ou comprar. Se você estiver fora de São Paulo, pode espiá-las pelo site mesmo. --- O evento no Sol y Sombra acontece na Rua Treze de Maio nº 180, Bixiga.
Para começar ou voltar ao começo ✨
A Fernanda editou uma gracinha de vídeo sobre dois livros nossos nos arredores da infância: Tota e o calombo e Bichinho de luz. Os últimos exemplares dessas duas obras, ambas com acabamento em costura exposta, estão disponíveis no site! Assista ao vídeo clicando abaixo:
Amarelo e azul nos arredores da infância 🙂
TOTA E O CALOMBO
Tota sofre com os problemas causados no seu dia a dia por um calombo que, aparentemente, ninguém quer ver. Um delicado texto em rima escrito por Maya Foigel e Marcelo Soriano. Desenhos de Rafa Campos.
BICHINHO DE LUZ
Bichinho de luz leva para um espaço da infância que não se desfaz – radiante e escuro, suave e denso; todo céu. Os poemas de Cecilia Pisos, ilustrados por Sandra Jávera, conduzem os leitores por uma viagem que, de tão sonhada, pode ser real: palavras orbitam para explicar a beleza de estar junto. Ter a companhia de alguém durante uma jornada sempre impõe certo mistério, e não seria diferente quando uma menina e uma estrela se dão as mãos (ou melhor seria dizer mão e ponta?). Salpicadas de poeira cósmica, protagonizam uma amizade que, como é comum aos grandes encontros, tem a imensidão do azul.
E, por fim... "98 segundos sem sombra" pronto para as bibliotecas
Já estão finalizados os 5.570 exemplares do romance de Giovanna Rivero que serão distribuídos a bibliotecas públicas de São Paulo, através da Secretaria Municipal de Educação. Bastante coisa, né? Ficamos muito contentes com essa seleção, pois o livro tem bastante potencial com os jovens e pode gerar belas leituras e discussões nas escolas.
Abaixo, as provas e o boneco da 1ª reimpressão + a versão e-book do livro:
Veja o que algumas pessoas pensam sobre essa beleza de romance-diário, que ganhou sua versão brasileira em 2022, em uma parceria nossa com a Editora Jandaíra e tradução de Raquel Dommarco Pedrão:
Um olhar indiscreto sobre o mundo adolescente, como ler em segredo as aflições de uma jovem de quinze anos. Uma Anne Frank dos anos 1980 em um mundo rural latino-americano destroçado pelo tráfico de drogas. — Clara Morales [El País]
Mais do que um romance de formação, 98 segundos sem sombra é uma proposta perturbadora, quase ficção científica, sobre uma sociedade tão corrupta nos seus negócios, nos seus afetos e na sua justiça, que a única resposta possível parece ser o horror ou uma fé que restaura o equilíbrio. — Betina González [Revista Eñe]
[…] como se o diário fosse um registro de confidência que, mantido assim em sua forma de livro, nos regalasse com a expressão mais verdadeira da personagem que se conta não apenas em primeira pessoa, mas com essa agudeza de sinceridade – ou seja, um privilégio. Chegamos rápido ao coração de Geno, e vice-versa. Gracias, Giovanna Rivero, pela flechada. — Gabriela Aguerre
98 segundos… é tão magnífico que agarra os leitores pelo pescoço e pelos olhos com a voz inesquecivelmente ultrajante, quase selvagem de Genoveva Bravo Genovés, uma adolescente de um povoado da Bolívia oriental chamado Therox — definido pela própria protagonista como “o cu do mundo”—, radicalmente alterado pela emergência do neoliberalismo nos anos 1980. — Silvina Friera [Página 12]
E por hoje é isso, queridos. Será que nos vemos em algum dos eventos?
Pessoal, nós prometemos e viemos cumprir: Em nossa última newsletter, anunciamos um evento que acontecerá na Bancaberta, em Porto Alegre, e agora trazemos as informações completas sobre ele.
Domingo, dia 22 de fevereiro, Letícia Lampert dará uma oficina de colagem com as sobras gráficas de nosso fotolivro Práticas para destrinchar a cidade.Em seguida, haverá um bate-papo de lançamento dos livros mais recentes da artista, com mediação de Amanda Teixeira (Azulejo Press).
// Vai que cola
Para a oficina, que acontece às 15h, Letícia propõe uma imersão, a partir de exercícios práticos, no processo de colagem como algo além da técnica; como um gesto do pensamento.
A ideia é os participantes criarem imagens e/ou pequenas publicações a partir do deslocamento, do corte e da recombinação, entendendo a página/suporte como espaço de montagem.
Para isso, disponibilizaremos as sobras gráficas do Práticas. Essa dinâmica dialoga com o conceito de contra-livro sobre o qual conversamos ao longo de toda a feitura do livro,devido aos inúmeros cortes a que as páginas do miolo foram submetidas, deixando "para trás" retalhos que sempre nos pareceram interessantes para inspirar novas criações. Assim, os participantes são estimulados a pensar e praticar com o que pode ser construído utilizando-se o avesso, os resíduos, o que fica de fora.
A atividade tem duração de 2 horas e o ingresso de R$40,00 é adquirido neste link. [Metade do valor do ingresso poderá ser utilizada como voucher para compras na Banca].
"Preciso levar alguma coisa?" Sim, sugerimos que os participantes levem tesoura e algum papel de suporte de sua preferência. As sobras de impressão do Práticas serão disponibilizadas para as colagens, mas quem quiser levar as próprias imagens, é mais que encorajado a fazê-lo!
// Lançamento duplo com bate-papo
Logo após a oficina, às 17h, é a vez dos lançamentos de Práticas para destrinchar a cidade e Há uma cidade por trás.
A partir das obras, e da trajetória de Letícia Lampert como um todo, Amanda Teixeira (Azulejo Press) conduz um bate-papo com a artista.
> > Espia só o currículo das gurias >>
LETÍCIA LAMPERT
Artista visual e designer, mestre em Poéticas Visuais pelo PPGAV-UFRGS. A paisagem urbana é tema recorrente em sua produção, e a fotografia, sua principal matéria-prima na criação de colagens, instalações, esculturas e publicações. Teve o trabalho destacado em salões e prêmios como o Açorianos de Artes Plásticas, Pierre Verger de Fotografia, Itamaraty de Arte Contemporânea, Prêmio de Fotografia Chico Albuquerque, entre outros. Em 2018, integrou a Bienal do Mercosul e a Bienal de Fotografia de Beijing. Participou de residências artísticas no Brasil e no exterior, em países como Taiwan, China, França e Rússia. Seus livros Escala de cor das coisas (2009), Chai (2016) e Silent City (2022) foram publicados de forma independente. Práticas para destrinchar a cidade (2025) é o segundo livro da artista editado pela Incompleta. O primeiro, Conhecidos de vista, foi lançado em 2018.
AMANDA TEIXEIRA
Artista visual e co-criadora, editora e designer da Azulejo Press, uma editora dedicada a pequenas tiragens de livros de artista e formatos experimentais, que já conta com um catálogo de aproximadamente 30 títulos publicados. Amanda já esteve em feiras no Brasil e no exterior, como Printed Matter Art Book Fair (Los Angeles), Index (Cidade do México), Miss Read (Berlim) e Miolos (São Paulo), além de ter participado de exposições em galerias, universidades e museus do Brasil, da França e da Alemanha.
E tudo isso só será possível graças aos incríveis parceiros da Bancaberta, Tito e Aline, a quem agradecemos muito.
INFOS RESUMIDAS Quando: Domingo, 22 de fevereiro Horário da oficina: 15h, R$40, inscrições aqui Horário do bate-papo/ lançamento duplo: 17h Onde: Bancaberta – Praça Berta Starosta, Bom Fim, Porto Alegre - RS
Não nos falamos desde o ano passado, né? Então, embora já seja quase carnaval, ficam aqui nossos desejos de um grande 2026 para todos! : ) Com mais Benitos dançantes e menos tiranos tramposos tirando a nossa paz 🤯.
E... bueno, chegou a hora de contarmos o que de bacana andou acontecendo (ou irá acontecer) no universo incompleto. Buera?
[Acabei de ver que esta é a news nº 40 da editora. Achei bastantinho, até!]
Tema 1: Audiolivros novos
O primeiro assunto é de uma alegria realmente esfuziante: duas obras muito queridas do nosso catálogo agora podem ser ouvidas, gente!
Se você já leu Luminol,que tal agora escutá-lo? Ainda não leu? Melhor ainda: dá para ler e ouvir.
O livro de Carla Piazzi acaba de ganhar voz. E que voz! Zeza Mota é quem narra o romance ao longo de 20 horas e 55 minutos.
Parece tempo demais? Talvez seja o contrário: uma dádiva rara de intimidade e conexão com uma obra de arte – especialmente nos nossos dias, onde se permitir uma imersão dessas é um voto de confiança na qualidade das experiências desapressadas.
Finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e elogiado por Milton Hatoum como "um maravilhoso labirinto de palavras, com o fôlego das obras que vieram para ficar", há uma especificidade no Lumis que me parece torná-lo especialmente saboroso para a escuta: o centro do romance é um diário com 100 entradas envolventes (algumas breves, outras longas).
Imagina ouvir uma ou duas delas por dia, antes de dormir? Acompanhar Clara em seu cotidiano, compartilhando pensamentos e assombros enquanto vive numa fazenda antiga, com outros nove exilados da ditadura militar brasileira? Ou vagar entre as vozes de Maya, Clara e Quindim – as três narradoras do romance –, em seus papéis reais e imaginários de mãe, filha, amiga, quase-filha e quase-mãe, todas se fundindo e dando cria umas às outras?
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Já o livro vila mathusa, de zênite astra, chega em sua versão áudio narrado por Jade Bispo. A obra traz oito histórias entrecruzadas que se passam numa mesma vila da capital paulista. Entre contos, narrativas epistolares, entradas de diários e outros formatos textuais, as personagens nos falam sobre convivência, memória coletiva e imaginação trans, cada texto abrindo uma fresta para o outro.
[E por falar em vila mathusa, mais uma tiragem da obra está praticamente esgotada, com apenas 15 exemplares em nosso estoque. Corra para aproveitar, ou então aguarde a próxima fornada]
>> As produções desses dois audiolivros são resultado de uma parceria nossa com a incrível Tocalivros. Fica, então, o convite para você mergulhar nessas belezinhas. A porta de entrada, agora, é com fones de ouvido!
PS.: A zênite participou, no dia 8 de fevereiro, da 2ª Mostra Trans Campinas, apresentando seu novo livro Correspondência atrasada, uma produção inédita que mescla prosa e poesia ao falar de memória, luto e transformação. Para saber mais sobre o trabalho da zênite extra-Incompleta, sugerimos o Instagram da artista!
"Restauração" no Clube de leitura Põe na Estante
O incrível Põe na Estante, de Gabriela Mayer, segue em 2026 com suas leituras compartilhadas. São encontros onde “o livro continua depois da última página” – através das conversas, interpretações e descobertas que aparecem quando a leitura é realizada de forma coletiva.
A escolha do clube para o mês de fevereiro é nosso romance Restauração, da mexicana Ave Barrera.
Ficam aqui as palavras de Ivan Nery Cardoso na plataforma Goodreads para te convencer a embarcar nessa:
Animou? Quer se inscrever no clube? Basta enviar um e-mail para poenaestante@gmail.com e começar a receber as informações sobre as reuniões!
Lembrando que o Restauração será debatido no dia 25/02 às 20h30.
"Práticas", de Letícia Lampert, na revista Casa e Jardim + Bate-papo sobre o livro novo da artista + Lançamento com oficina em Porto Alegre
O fotolivro Práticas para destrinchar a cidade, de Letícia Lampert, ganhou uma matéria bonita e detalhada na revista Casa e Jardim, com texto de Carolina Borin e Nathalia Fabro.
A reportagem traz uma conversa com a artista e percorre as ideias que estruturam e conceitualizam o livro, nascido de caminhadas, desvios e observações do cotidiano urbano:
Do gesto de desmontar as vistas – como uma criança curiosa que abre um brinquedo ou mecanismo para descobrir seu interior, sem saber se conseguirá remontá-lo depois – nasceu o livro Práticas para destrinchar a cidade. […] Assim como em outras produções, o projeto do livro teve início com longas caminhadas, nas quais Letícia deixou o olhar ser conduzido pela deriva. ‘Gosto de sair pela cidade simplesmente para observar. Escolho pontos de interesse para definir rotas, mas gosto de ir desviando e me perdendo no caminho’, ela explica.”
Entre as referências que inspiram e instigam seu trabalho, Lampert destacou alguns nomes fundamentais:
O artista estadunidense Gordon Matta-Clark (1943–1978), pela desconstrução da arquitetura, e o artista alemão Kurt Schwitters (1887–1948), pela construção a partir de fragmentos. Somam-se ainda os artistas, pintores e pensadores neoconcretos brasileiros Lygia Clark (1920–1988) e Hélio Oiticica (1937–1980), cujas experimentações sensoriais e espaciais inspiram Letícia a repensar a relação entre corpo, obra e ambiente urbano. A escritora estadunidense Jane Jacobs (1916–2006) inspirou reflexões sobre a cidade e a relevância do ato de caminhar como forma de compreendê-la. Já na fotografia, o casal alemão Bernd e Hilla Becher (1931–2007 e 1934–2015, respectivamente) inspirou pela abordagem sistemática e rigorosa, marcada por séries de imagens que exploram estruturas arquitetônicas e industriais, referência direta para esse modo de olhar e registrar o espaço urbano. ‘Não sei mencionar uma influência decisiva para o livro em si, mas acho que é uma mistura de tudo isto e muitos mais’.”
Vale muito a leitura da matéria completa, viu? E você pode fazer isso aqui.
Outra opção para curtir a Letícia Lampert comentando sobre seu processo de criação é essa live recente que marcou o lançamento de Há uma cidade por trás (independente, 2026), que a autora realizou com o apoio da prefeitura de São Leopoldo. Durante o bate-papo com os leitores, ela falou bastante sobre nosso Práticas também,especialmente a partir do minuto 38 do vídeo:
Quer mais sabedoria Lampert? (Sim, habemus Letícia brilhando por todos os lados). Então a última dica é essa entrevista no programa Estação Cultura:
Leticia Lampert foi entrevistada no programa Estação Cultura da TVE RS, em 5 de fevereiro de 2026.
E agora um aviso especial: dia 22 de fevereiro haverá oficina + lançamento duplo da Letícia, dos fotolivros Práticas... e Há uma cidade por trás. Isso tudo na Bancaberta, em Porto Alegre!
Em breve passaremos as coordenadas completas do evento, mas já adianto que a oficina envolve as sobras gráficas da impressão do livro (um sonho antigo meu, que a Letícia fará a gentileza de contemplar, graças ao apoio logístico-afetivo do Tito e da Alice da Bancaberta <3).
Rodrigo Blanco Calderón conversa com O Estado de São Paulo
O escritor e professor venezuelano Rodrigo Blanco Calderón, autor de nosso romance Simpatia, deu uma entrevista ao Estadão recentemente. A matéria analisa omomento vivido pela Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro.
Para Rodrigo, a maior apreensão está no tipo de transição de governo que se anuncia – sob forte influência externa, especialmente dos EUA.
A matéria observa que "[...] nos romances A noite (ainda sem publicação no Brasil) e Simpatia (2024, Incompleta, trad.: Raquel Dommarco Pedrão), Calderón já vinha tratando da migração e do impacto do êxodo na cultura venezuelana – temas que, agora, ganham novos contornos na vida real". Segundo o escritor, "a situação se presta a reações conflitantes", pois há um “sentimento quase inevitável de alívio [com a prisão]… mas o custo dessa virada preocupa".
Esse olhar atento à complexidade do país é parte essencial de Simpatia, onde percorremos Caracas e o cotidiano venezuelano de alguns anos atrás, já em flagrante tensão e desequilíbrio. Através de personagens ambíguos, violências e abandonos diversos, entendemos algumas nuances da crise sócio-política que se fermenta há décadas na Venezuela. No livro, esse colapso é trabalhado, sobretudo, com a presença física e simbólica dos cachorros – assunto sobre o qual nos debruçamos mais longamente neste texto de Fernanda Heitzman.
Circulando pelas bibliotecas públicas de São Paulo
Cavaleiro Macunaíma, publicação de Caio Zero que lançamos em 2022, agora fará parte do acervo de diversas bibliotecas da prefeitura de São Paulo. A obra, uma sanfona embalada em envelope especial serigrafado, homenageia o multiartista baiano João Bá, falecido em 2019.
Livro circulando em biblioteca é sempre um percurso meio "silencioso": um encontro com leitores que a gente talvez nunca conheça, convivendo com a obra em mesas de estudo, em tardes de espera, carregando sem alarde sua nova leitura na mochila, nos ônibus etc. Ao mesmo tempo, o "efeito" desse percurso chega a nós de forma bem concreta, no dia a dia. Além da experiência individual de alguém que, eventualmente, não conseguiria adquirir aquele livro, podemos sentir a diferença que essa disponibilidade nas bibliotecas faz à medida que novos leitores, que sequer conheciam a editora, descobrem e passam a pedir pelos livros; professores os adotam em salas de aula; livrarias nos solicitam reposições cada vez maiores; e assim por diante.
Esse processo foi notável e lindo com Rumi e A horta, previamente selecionados pelo edital da SME, e agora desejamos que o mesmo destino – e muitos olhos e mãos – estejam à espera desse bravo cavaleiro do nosso cancioneiro popular.
Adoramos este vídeo do lançamento do Cavaleiro, produzido em 2022.
E por falar em Caio Zero… estamos nos despedindo do "Rumi"
Uuuuy! Histórias e sentimentos demais para uma breve nota de newsletter, mas a informação é a seguinte: nosso quadrinho Rumi não será mais publicado pela Incompleta. O livro ganhará uma nova edição, de uma editora grande, que deve chegar às livrarias ainda no primeiro semestre deste ano.
Para matar (ou inflar?) a saudade do caminho lindo que trilhamos com o autor Caio Zero e os mais de 13 mil exemplares (!) impressos desde o nascimento do livro, deixamos aqui um vídeo que conta detalhes sobre o processo de criação e edição da HQ e de sua versão audiolivro, lançadas respectivamente em 2021 e 2022.
Antes da despedida oficial, queremos contar uma boa nova do Rumi: o livro foi escolhido pelo Clube Quindim e chega a seus assinantes junto ao kit deste mês de fevereiro. Uma bela forma de nos despedirmos, né? Acima, à direita, a foto mostra as últimas provas e o boneco do livro, assinados em janeiro para essa tiragem do Quindim.
Obs.: Infelizmente, nossa edição já passa a figurar como esgotada no site da Incompleta, mas ainda pode ser encontrada em livrarias parceiras e também na nossa loja da Estante Virtual.
Autores e colaboradores recomendam os livros da Incompleta
No final do ano passado, pedimos a alguns de nossos autores e colaboradores que escolhessem um livro do catálogo incompleto para indicar de presente. O resultado foi uma pequena série de vídeos cheios de leituras queridas, associações inesperadas e afetos editoriais.
Se você perdeu, vale muito dar uma conferida! Quem sabe não aparece uma ideia de presente (para alguém ou para você mesmo)?
Para encontrar todos esses vídeos reunidos, acho que o melhor caminho seria nosso Tiktok ou o Youtube, tá?
E ufa!, por hoje é isso.
Obrigada por acompanhar a Incompleta nas pequenas e grandes notícias que vamos juntando pelo caminho.