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A Horta [pré-venda] :: romance

R$47,00 R$37,00

Previsão de envio: março-abril 2021

[Os primeiros 15 pedidos ganharão uma ilustração original do artista Ariel Spadari assinada. Os pedidos seguintes receberão fac-símiles, também assinados]

Um homem sai da cidade deixando tudo para trás, e faz uma viagem de trem em direção ao campo. Junto a Luísa, sua companheira “que não queria estar ali”, se instala em uma casa no interior, onde pretende fazer uma horta imensa, expressiva. Não para a subsistência alimentar ou econômica, mas para nutrir sua busca incessante de sentido. Uma horta inútil, uma horta de girassóis.

Enquanto se entendem com o espaço, com a terra, os forasteiros vão se relacionando com figuras do novo cotidiano: o caseiro que não sabiam morar lá, a vizinha, o padre, os rotweillers. Acompanhando o vaivém dos pensamentos do narrador, tateamos os desenlaces possíveis para os conflitos, sonhos e tensões que surgem. “E por que é que não nascem meus girassóis?”.

Primeiro romance do escritor carioca Henrique Barreto, A Horta é uma poderosa tentativa de compreender e traduzir o mundo, tão ávido por sementes de reflexão e beleza.


Sobre o autor

Com formação em economia e pós-graduação em escrita criativa, Henrique Barreto vem desenvolvendo projetos de poesia e ficção há cinco anos, num processo que culminou com a publicação de A Horta, primeiro romance do autor. Atualmente, trabalha na finalização de mais dois projetos de ficção – O Grande Branco e O Bicho –, além de uma coletânea de poesias, reunidas em São Salvo. Carioca de 35 anos, radicado em São Paulo, é pai de uma filha, Flora.


Mais detalhes abaixo.

Escrito por Henrique Barreto
Edição: Carla Piazzi e Laura Del Rey | Ilustrações: Ariel Spadari | Projeto gráfico: Laura Del Rey | Revisão: Aline Caixeta Rodrigues | Catalogação: Ruth Simão Paulino
Agradecimentos: Aline Castro, Ariel Spadari, Gabriela Aguerre, Letícia Lampert


Ofereci o isqueiro para acender o cigarro que ela tirava do maço; me ocorreu que queria minha atenção. Disse que poderíamos cultivar uma horta, onde vamos, mas ela tratou como um devaneio, mais um. Depois riu com a ideia de me ver sujo, metido num macacão. Provoquei, assegurando que dali em diante iríamos subir em árvores, sentar nas colinas ao pôr do sol, que andaríamos nus de galochas e que se calhasse, meu amor, ficaríamos loucos, discutindo pela janela e quebrando pratos, móveis, com estardalhaço, para que todos escutassem e exclamassem, baixinho, com medo de que a gente ouvisse: “Os loucos chegaram na cidade”, como se fôssemos vikings invadindo uma cidade murada; ou “Os loucos da cidade chegaram”, como se toda cidade precisasse de loucos e os encomendasse e nós estivéssemos a caminho empacotados no vagão; ou então “Os loucos chegaram”, como se fosse um detalhe que alguém diz só por dizer; ou apenas “Loucos”, não mais que um resmungo, como se a cidade fosse louca também.


 

Peso220 g
Dimensões12 × 1.2 × 20 cm
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